Blog dedicado ao Jornalismo na Internet. Os impactos das novas tecnologias da comunicação e da informação no jornalismo.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Estarei no Sarau Diplomático hoje; debate sobre jornalismo, novas tecnologias e redes sociais
SARAU DIPLOMÁTICO
Bate-papo gastronômico e cultural para comemorar o Dia dos Jornalistas
Numa parceira com Manuel Alves Filho (jornalista, blogueiro gastronômico e chef de cozinha) e Taís Picchi (jornalista e também chef de cozinha) a Regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo irá comemorar de uma forma diferente este ano o 7 de abril, Dia do Jornalista.
Vamos dar inicio ao projeto “Sarau Diplomático”, no espaço do Vitória Cambuí Residence (Rua Major Sólon,535), a partir das 19h30m. O objetivo do evento é criar um espaço de discussão de temáticas jornalísticas e aperfeiçoamento profissional, promovendo encontros entre os jornalistas e estudantes de jornalismo de Campinas e região, a cada dois meses, provocando reflexões sobre os seus rumos profissionais. Nesta primeira edição teremos como convidados o jornalista e professor universitário Wanderley Garcia e o também jornalista e consultor em planejamento digital,Josué Menezes que abordarão a questão do impacto das Novas Tecnologias na profissão.
O diferencial da atividade será o seu formato. Como o Ministro do STF, Gilmar Mendes, nos elevou à categoria de “cozinheiros”, sem qualquer menosprezo a esses profissionais, pelo menos de nossa parte, resolvemos botar a mão na massa e utilizar todos os ingredientes disponíveis para uma bela mistura com as letras e as novas funções da profissão; fazendo uma interação com outras áreas como cultura, arte, economia, ciências sociais, ciências políticas etc. Pretendemos realizar palestras, workshops, mesas-redondas, espetáculos, debates, e muito mais, regados à boa comida que será preparada pelos coleguinhas bons de fogão.
Neste primeiro evento estamos contando com o apoio da ACI – Associação Campineira de Imprensa e a participação de valiosos parceiros: Choperia Giovannetti, Cervejaria Bamberg, Buffet Tá em casa, Contec Treinamentos e Vitória Cambuí Residence.
Os recursos arrecadados com o encontro serão revertidos à Campanha de Solidariedade ao repórter fotográfico Sidnei Pitoco.
Serviço:
Sarau Diplomático – Comemoração do Dia do Jornalista
Dia: 7 de abril, quinta-feira
Local: Vitória Cambuí Residence - Rua Major Sólon 535
Horário: a partir das 19h30m
Custo: R$ 20,00, incluindo o estacionamento, no Hotel.
Informações: (19) 32311638
Convites antecipados: Regional Campinas do SJSP –(R. Dr.Quirino, 1319,9º andar)
ACI – R. Barreto Leme, 1479
domingo, 3 de abril de 2011
Debates em abril
O primeiro encontro acontece dia 7, quinta-feira, em Campinas, na estreia do Sarau Diplomático, evento organizado pela regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O bacana é que além de debater com Josué Menezes, do Hub de Cultura Digital da ACI, vou poder saborear a deliciosa comida feita pelo chef e grande colega Manoel Alves Filho, o Manezão. Apesar de o Mané há muito tempo ter se enveredado pela gastronomia (muito antes da comparação do Gilmar Mendes), só tive esta oportunidade uma vez. Foi numa memorável feijoada na casa dos amigos Angélica Muller e Alexandre Matias. Isso na época de Diário do Povo, final dos anos 90. Agora, de lambuja, vamos poder ajudar nosso amigo Pitoco, fotógrafo do Diário também naquela época que após dois AVCs passa por grandes dificuldades financeiras por que não pode mais trabalhar. A renda do encontro será revertida para a campanha que está colaborando com o Pitoco.
O segundo debate será sobre redes sociais na Estação Cultural de Santa Bárbara D'Oeste, dia 28, também uma quinta-feira. Vamos primeiro ver o filme A Rede Social. Depois a Tatiane Carcanholo puxa o debate.
Imagino que vai ser bastante produtivo debater com públicos diferentes do que estou acostumado as transformações sociais possibilitadas pelas novas tecnologias. Será que vou chocar muito?
quinta-feira, 24 de março de 2011
Os 5 anos do Twitter e alguns palpites
Como sempre, vale a pena ler Raquel Recuero. Por que o twitter é tão relevante?
Os 5 anos do Twitter e alguns palpites
source Social Media
via feedly
terça-feira, 22 de março de 2011
Aulas de Jornalismo Multimídia começam em 2 de abril
O curso é uma iniciativa da Universidade para preparar jornalistas e outros profissionais para as grandes transformações que ocorrem na área, premitindo uma atualização de conhecimentos e abertura de novas possiblidades de trabalho.
Veja abaixo as disciplinas e os professores que ministrarão aulas neste semestre:
Fundamentos do Jornalismo On-line
Prof. André Deak
Sócio-diretor da FLi, empresa de estratégias de comunicação digital.
Jornalista, produtor multimídia, trabalha há mais de 10 anos com
projetos para internet. Coordena o site Jornalismo Digital.org.
Co-organizador do livro Vozes da Democracia, da ONG Intervozes. Foi
repórter freelancer para as revistas Rolling Stone, Carta Capital,
Caros Amigos, Educação, Fórum e outras, quando produziu reportagens de
quase todos os países da América do Sul e Europa ocidental. Depois foi
para Brasília ser editor executivo multimídia durante o processo de
reformulação da Agência Brasil, até 2007. No ano seguinte, gerente de
comunicação da CPFL Cultura – onde realizou o projeto de
digitalização, indexação e disponibilização online do acervo de 2 mil
horas do programa Café Filosófico. Prêmio Vladimir Herzog 2008,
categoria internet. Ministra cursos e palestras sobre jornalismo
online e interfaces interativas. Mestrando da ECA-USP na área
interfaces sociais da comunicação.
Gestão e Negócios na Web
Prof. Edson Rossi
Diretor de Conteúdo, da Rede Elemidia, operadora de mídia digital
out-of-home do Grupo Abril. Jornalista há 24 anos, foi diretor de
conteúdo do Portal Terra, dez deles no comando de redações da Editora
Abril; foi responsável pelo reposicionamento editorial da revista
Contigo! e pelo lançamento das revistas Fut! (Lance) e Riders Brasil
(Nastari Editores), além de dirigir as revistas Vip e Elle. Professor
de jornalismo há 14 anos, também passou pela revista Placar e pelos
jornais Diário do Grande ABC e DCI, além de ter sido editor de
projetos especiais da revista Caras e redator chefe da Ação Games
Novas Mídias e Legislação
Profª Rose Bars
Possui graduação em Jornalismo e em História, mestrado e doutorado em
Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (2006).
Atualmente é professora na Universidade Metodista de Piracicaba. Atuou
como editora de cadernos, edutora-chefe e editora-reponsável pelo
Jornal de Piracicaba e como consultoura ad doc do Ministério da
Educação. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em
Organização Editorial de Jornais, atuando principalmente nos seguintes
temas: jornalismo, multimidia, comunicação organizacional, história,
pesquisa, cidadania e gestão de empresas de comunicação.
Reportagem e Narrativa Multimídia
Prof. Wanderley Garcia
Mestre em Ciência da Informação (2007) e graduado em Jornalismo
PUC-Campinas (1995). Tem experiência profissional em diversas áreas do
jornalismo, onde atuou no Diário do Povo, Folha de S. Paulo, Rádio
Educativa de Campinas e Correio da Cidadania, exercendo funções de
repórter, editor e coordenador de jornalismo. Também atuou em
assessoria de imprensa empresarial e política. É professor nas áreas
de jornalismo na internet, impresso e rádio e coordenador do Curso de
Especialização em Jornalismo Multimídia da Unimep.
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Castells, sobre internet e rebelião: é só o começo
do blog do Luis Nassif
Por Jordi Rovira, Universitad Oberta de Catalunya | Tradução: Cauê Seigne Ameni
Os meios de comunicação passaram semanas centrando sua atenção na Tunísia, no Egito. As insurreições populares que se desenvolveram após o sacrifício do jovem tunisiano Mohamed Bouazizi, terminaram em poucos dias com a ditadura de Bem Ali e na sequência, como peças enfileiradas de dominó, com a "presidência" de Hosni Mubarack. Abriram-se processos democráticos em ambos os países. Manifestantes também saem às ruas árabes na Líbia, Iêmen, Argélia, Jordânia, Bahrain e Omã.
Em todos esse processos, as novas tecnologias jogam um papel chave primordial — em especial, as redes sociais, que permitem superar a censura. Ante esse desfecho histórico, Manuel Castells, catedrático sociólogo e diretor do Instituto Interdisciplinar sobre Internet, na
Universitat Oberta de Catalunya,
aprofunda a reflexão sob o que se passa e oferece chaves para entender um movimento cidadão que tira o máximo proveito dos novos canais de comunicação ao seu alcance.
Os movimentos sociais espontâneos na Tunísia e Egito pegaram desprevenidos os analistas políticos. Como sociólogo e estudioso da Comunicação, você foi surpreendido pela ação da sociedade-rede destes países, em sua mobilização?
g>NaveNa verdade não. No meu livro Comunicação e Poder, dediquei muitas paginas para explicar, a partir de uma base empírica, como a transformação das tecnologias de comunicação cria novas possibilidades para a auto-organização e a auto-mobilização da sociedade, superando as barreras da censura e repressão impostas pelo Estado. Claro que não depende apenas da tecnologia. A internet é uma condição necessária, mas não suficiente.
As raízes da rebelião estão na exploração, opressão e humilhação. Entretanto, a possibilidade de rebelar-se sem ser esmagado de imediato dependeu da densidade e rapidez da mobilização e isto relaciona se com a capacidade criada pelas tecnologias do que chamei de "auto-comunicação de massas".
Poderíamos considerar estas insurreições populares um novo ponto de inflexão na história e evolução da internet? Ou teríamos que analisá-las como conseqüência lógica, ainda de grande envergadura, da implantação da rede no mundo?
As insurreições populares no mundo árabe são um ponto de inflexão na história social e política da humanidade. E talvez a mais importante das muitas transformações que a internet induziu e facilitou, em todos os âmbitos da vida, sociedade, economia e cultura. Estamos apenas começando, porque o movimento se acelera, embora a internet seja uma tecnologia antiga, implantada pela primeira vez em 1969.
A juventude egípcia desempenhou um papel chave nas insurreições populares, graças ao uso das novas tecnologias. No entanto, segundo os cálculos de Issandr El Amrani, analista político independente no Cairo, apenas uma pequena parte da população egípcia dispõem de acesso a internet. Pensa que esta situação pode criar uma brecha – usando suas próprias palavras, entre "conectados" e "desconectados" – ainda maior que a que se da nos países desenvolvidos?
O dado já esta antiquado. De acordo com uma pesquisa recente (2010), da empresa informação Ovum, cerca de 40% dos egípcios maiores de 16 anos estão conectados à internet — se levarmos em conta não apenas as ligações domiciliares, mas também os cibercafés e os centros de estudo. Entre os jovens urbanos, as taxas chegam a 70%.
Além disso, segundo dados recentes, 80% da população adulta urbana esta conectada por celulares. E de qualquer maneira, estamos falando de um país com 80 milhões de habitantes. Ainda que apenas um quarto deles estivessem conectados, já poderia haver milhões de pessoas nas ruas. Nem todo o Egito se manifestou, mas uma número de cidadãos suficiente para que se sentissem unidos, e pudessem derrotar o ditador.
A história da brecha digital em termos de acesso é velha, falsa hoje em dia e rabugenta. Parte de uma predisposição ideológica de certos intelectuais interessados em minimizar a importância da internet. Há 2 bilhões de internautas no planeta, bilhões de usuários de celulares. Os pobres também têm telefones móveis e existem ainda outras formas de acessar a internet. A verdadeira diferença se dá na banda e na qualidade de conexão, não no acesso em si, que está se difundindo com rapidez maior que qualquer outra tecnologia na história.
Até que ponto o poder dispõe de ferramentas necessárias para sufocar as insurreições promovidas desde a rede?
Não as tem. No Egito, inclusive, tentaram desconectar toda a rede e não conseguiram. Houve mil formas, incluindo conexões fixas de telefone a numero no exterior, que transformavam automaticamente as mensagens em twetts e fax no país. E o custo econômico e funcional da desconexão da internet é tão alta que tiveram que restaurá-la rapidamente.
Hoje em dia, um apagão da rede é como um elétrico. Bem Ali não caii tão rápido, houve um mês de manifestações e massacres. O Irã não pode se desconectar a rede: os manifestantes estiveram sempre comunicando-se e expondo suas ações em vídeos no Youtube. A diferença é que ali, politicamente, o regime teve força para reprimir selvagemente sem que interviesse o exército. Porém as sementes da rebelião estão plantadas e os jovens iranianos, 70% da população, estão agora maciçamente contra o regime. É questão de tempo.
A mobilização popular através dos meios digitais criou heróis da cibernéticos no Egito — como Weal Ghonim, o jovem executivo do Google. Que papel podem desempenhar esses novos lideres no futuro de seus países?
O importante das "wikirrevoluções" (as que se auto-geram e se auto-organizam) é que as lideranças não contam, são puros símbolos.
Símbolos que não mandam nada, pois ninguém os obedeceria, eles tampouco tentariam impor-se. Pode ser que, uma vez institucionalizada, a revolução coopte se algumas destas pessoas como símbolos de mudanças — ainda que eu duvide muito que Ghonim queira ser político. Cohn Bendit era também um símbolo, não um líder. Foi estudante e amigo meu em 68, ele era um autêntico anarquista: Rechaçava as decisões dos líderes e utilizava seu carisma (foi o primeiro a ser reprimido) para ajudar a mobilização espontânea.
Walesa foi diferente, um vaticanista do aparato sindical. Por isso, tornou-se político rapidamente. Cohn Bendit tardou muito mais e ainda assim é, fundamentalmente um verde, que mantém valores de respeito às origens dos movimentos sociais.
A aliança entre meios de comunicação convencional e novas tecnologias é o caminho a seguir no futuro, para enfrentar com êxito os grandes desafios?
Os grande meios de comunicação não têm escolha. Ou aliam-se com a internet e com o jornalismo cidadão, ou irão se marginalizando e tornando-se economicamente insustentáveis. Mas hoje, essa aliança ainda é decisiva para a mudança social. SemAl Jazeera não teria havido revolução na Tunísia.
Em um artigo intitulado "Comunicação e Revolução", você recordou que em 5 de fevereiro a China havia proibido a palavra Egito na Internet. Acredita que existem condições para que possa ocorrer, no gigante asiático, um movimento popular parecido com o que esta percorrendo o mundo árabe?
Não, porque 72% do chineses apoiam seu governo. A classe média urbana, sobretudo os jovens, estão muito ocupados enriquecendo-se. Os verdadeiros problemas do campesinato e operários — ou seja, os verdadeiros problemas sociais da China — encontram se muito longe. O governo resguarda-se demais, porque a censura antagoniza muita gente que não está realmente contra o regime. Na China, a democracia não é, hoje, um problema para a maioria das pessoas, diferente do que ocorria na Tunísia e no Egito.
Esse novo tipo de comunicação, globalizada, atomizada e que se nutre se da colaboração de milhões de usuários, pode chegar a transformar nossa maneira de entender a comunicação interpessoal? Ou é apenas uma ferramenta potente a mais, à nossa disposição?
Já tranformou. Ninguém que esta inserido diariamente nas rede sociais (este é o caso de 700 dos 1,2 milhões de usuários) segue sendo a mesma pessoa. Mas não é um mundo exotérico: há uma inter-relação online/off-line.
Como esta comunicação mudou, e muda a cada dia, é uma questão que se deve responder por meio de investigação acadêmica, não através de especialistas em fofocas. E por isso empreendemos o Projeto Internet Catalunha na UOC.
Podemos dizer que os ciber-ataques serão a guerra do futuro?
Na realidade, esta guerra já faz parte do presente. Os Estados Unidos consideram prioritária a ciberguerra. Destinaram a este tama um orçamento dez vezes maior que todos os demais países juntos. Na Espanha, as Forças Armadas também estão se equipando rapidamente na mesma direção. A internet é o espaço do poder e da felicidade, da paz e da guerra.
É o espaço social do nosso mundo, um lugar hibrido, construído na interface entre a experiência direta e a mediada pela comunicação, e sobretudo, pela comunicação na internet.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
¿Hay que inventar la ética para el periodismo en línea?
Documentación
Javier Darío Restrepo
Cuarenta Lecciones de Ética
Random House, Caracas, 2006, pp. 262, 263, 264
sábado, 19 de fevereiro de 2011
AO VIVO: 10H15 Palestra de apresentação do Curso de Jornalismo Multimídia
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Google lança serviço de assinaturas para conteúdo digital
O "One Pass" permite às editoras vender conteúdo especialmente desenvolvidos para smartphones ou tablets
Foto: Reprodução
O Google lançou nesta quarta-feira um serviço que facilita a venda de versões digitais de jornais e revistas para editoras e produtores de conteúdo. O lançamento ocorre um dia depois de a Apple anunciar um plano de assinaturas para a mídia, vendido por meio de sua loja de aplicativos, que foi recebido com controvérsia.
O Google disse que seu novo serviço, o "One Pass", permite às editoras vender conteúdo que consumidores podem ver em websites ou em aplicativos especialmente desenvolvidos para smartphones ou tablets. A mídia pode cobrar pelo conteúdo de diversas formas, incluindo assinaturas, pagamento por quantidade de acessos ou venda de apenas um artigo, afirmou o Google no blog da empresa, nesta quarta-feira.
Na terça-feira, a Apple apresentou um esperado plano de assinaturas para empresas de mídia que prevê a distribuição de conteúdo em aplicativos específicos para usuários de iPad e iPhone. O serviço permite à Apple reter 30% dos pagamentos dos clientes para qualquer produtora de conteúdo cadastrada na loja da Apple. Ele também permite aos consumidores decidir quais dados pessoais fornecer aos produtores de conteúdo quando se cadastram nos sites para fazer alguma assinatura. Analistas disseram que o novo plano da Apple pode contrariar quem detém os direitos sobre o conteúdo.
O post no blog do Google não deixou claro qual será o percentual dos pagamentos do "One Pass" que caberá à empresa. O Google não estava imediatamente disponível para comentar o assunto. No seu blog, o gigantes de buscas afirmou que o serviço permite às editoras definir seus próprios preços e termos para o conteúdo. Segundo o Google, o "One Pass" está atualmente disponível para a mídia do Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O encantamento do jornalismo
Publicado no Observatório da Imprensa
Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (novo jornalismo), uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance, é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. Seu desapontamento com a qualidade de certa mídia pode parecer radical e ultrapassada. Mas não é. Na verdade, Talese é um enamorado do jornalismo de qualidade. E a boa informação, independentemente da plataforma, reclama competência, rigor e paixão.
Segundo Talese, a crise do jornalismo está intimamente relacionada com o declínio da reportagem clássica. 'Acho que o jornalismo, e não o Times, está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim, Barcelona ou Nova York... Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida', observa Talese.
A crítica de Gay Talese é um diagnóstico certeiro da crise do jornalismo. Os jornais perdem leitores em todo o mundo. Multiplicam-se as tentativas de interpretação do fenômeno. Seminários, encontros e relatórios, no exterior e aqui, procuram, incessantemente, bodes expiatórios. Televisão e internet são, de longe, os principais vilões. Será?
É evidente que a juventude de hoje lê muito menos. No entanto, como explicar o estrondoso sucesso editorial do épico O Senhor dos Anéis e das aventuras de Harry Potter? Os jovens não consomem jornais, mas não se privam da leitura de obras alentadas. O recado é muito claro: a juventude não se entusiasma com o produto que estamos oferecendo. O problema, portanto, está em nós, na nossa incapacidade de dialogar com o jovem real. Mas não é só a juventude que foge dos jornais. A chamada elite, classes A e B, também tem aumentado a fileira dos desencantados. Será inviável conquistar toda essa gente para o mágico mundo do jornalismo? Creio que não. O que falta, estou certo, é ousadia e qualidade.
Os jornais, equivocadamente, pensam que são meio de comunicação de massa. E não o são. Daí derivam erros fatais: a inútil imitação da televisão, a incapacidade de dialogar com a geração dos blogs e dos videogames e o alinhamento acrítico com os modismos politicamente corretos. Esqueceram que os diários de sucesso são aqueles que sabem que o seu público, independentemente da faixa etária, é constituído por uma elite numerosa, mas cada vez mais órfã de produtos de qualidade. Num momento de ênfase no didatismo e na prestação de serviços - estratégias úteis e necessárias -, defendo a urgente necessidade de complicar as pautas. O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na TV ou na internet. Ele quer qualidade informativa: o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Quer também mais rigor e menos alinhamento com unanimidades ideológicas.
A fórmula de Talese demanda forte qualificação profissional: 'A minha concepção de jornalismo sempre foi a mesma. É descobrir as histórias que valem a pena ser contadas. O que é fora dos padrões e, portanto, desconhecido. E apresentar essa história de uma forma que nenhum blogueiro faz. A notícia tem de ser escrita como ficção, algo para ser lido com prazer. Jornalistas têm de escrever tão bem quanto romancistas'. Eis um magnífico roteiro e um formidável desafio para a conquista de novos leitores: garra, elegância, rigor, relevância. Matéria especial de Fernando Gabeira sobre a Venezuela, publicada na edição dominical do Estado, 23 de janeiro, foi um belo exemplo de informação precisa e saborosa.
O nosso problema, ao menos no Brasil, não é de falta de mercado, mas a incapacidade de conquistar uma multidão de novos leitores. Ninguém resiste à matéria inteligente e criativa. Em minhas experiências de consultoria, aqui e lá fora, tenho visto uma florada de novos leitores em terreno aparentemente árido e pedregoso. O problema não está na concorrência dos outros meios, embora ela exista e não deva ser subestimada, mas na nossa incapacidade de surpreender e emocionar o leitor. Os jornais, prisioneiros das regras ditadas pelo marketing, estão parecidos, previsíveis e, consequentemente, chatos.
A revalorização da reportagem e o revigoramento do jornalismo analítico devem estar entre as prioridades estratégicas. É preciso encantar o leitor com matérias que rompam com a monotonia do jornalismo declaratório. Menos Brasil oficial e mais vida. Menos aspas e mais apuração. Menos frivolidade e mais consistência. Além disso, os leitores estão cansados do baixo-astral da imprensa brasileira. A ótica jornalística é, e deve ser, fiscalizadora. Mas é preciso reservar espaço para a boa notícia. Ela também existe. E vende jornal. O leitor que aplaude a denúncia verdadeira é o mesmo que se irrita com o catastrofismo que domina muitas de nossas pautas.
Perdemos a capacidade de sonhar e a coragem de investir em pautas criativas. É hora de proceder às oportunas retificações de rumo. Há espaço, e muito, para o jornalismo de qualidade. Basta cuidar do conteúdo. E redescobrir uma verdade constantemente negligenciada: o bom jornalismo é sempre um trabalho de garimpagem.
Doutor em comunicação, é professor de ética e diretor do master em jornalismo
Portais noticiosos e Google controlam 75% do tráfego de internet no Brasil
09.02.2011
A navegação de grande parte dos internautas brasileiros começa pelos portais de notícias, segundo apresentação da agência JWT durante o evento Social Media Week, realizado em São Paulo. Sites como Globo.com, Terra, iG e UOL são responsáveis - ao lado do serviços de busca Google, Orkut e Youtube - por 75% de pageviews no Brasil.*
Sem as ferramentas do Google, metade do tráfego de usuários brasileiros na web está centralizada em veículos de imprensa. "Eles (portais) ensinaram o brasileiro a navegar e souberam manter o tráfego", diz Ken Fujioka, vice-presidente de planejamento da JWT.
O resultado desta ampla aceitação do público, como avalia a agência, enfraquece o espaço dos blogs nas mídias digitais. Os blogueiros que conquistam a audiência são incorporados aos grandes portais. "Quanto mais fragmentada a audiência, mais propício é o ambiente para que os blogs sejam influentes. E no Brasil a internet é muito concentrada", entende Fujioka
A velocidade do Twitter
A respeito do recente assalto a uma joalheria no Shopping Morumbi, Patrice Lamiral, diretor de estratégias da JWT, comentou como a informação repercutiu nas redes sociais até chegar aos portais de notícias.
"A primeira informação sobre o que havia ocorrido no shopping foi publicada no Twitter às 13h54, e o assalto foi às 13h53.", e completa dizendo "às 14h53 a primeira notícia sobre o assalto saiu no Terra. Até ela ser publicada, já existiam mil tweets sobre o evento, alguns até corrigindo a reportagem."
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Secretaria de Inclusão Digital será criada nesta semana, afirma ministro
internautas, no último sábado.
Kleber Farias
Ministério das Comunicações
Brasília – Em entrevista ao vivo concedida a internautas no último sábado, 5, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que deve ser publicado nesta semana, muito provavelmente, o decreto presidencial que altera a estrutura regimental do Ministério das Comunicações, para possibilitar a criação da Secretaria de Inclusão Digital.
A nova secretaria do MiniCom ficará responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e pela coordenação de outros projetos de inclusão do ministério, além dos demais órgãos do Governo Federal.
O ministro foi o convidado do podcast Na Varanda, que recebe convidados para uma entrevista realizada totalmente via internet. O bate-papo acontece sempre na varanda de um apartamento na Asa Norte, bairro de Brasília.
As perguntas foram enviadas pelas redes sociais, como Twitter e Facebook, além do canal para recebimento de comentários no Livestream, sistema utilizado para promoção do bate-papo, que transmite, em tempo real, áudio e vídeo. Perguntas também foram recebidas e repassadas ao ministro por meio do perfil oficial do MiniCom no Twitter.
A entrevista chegou a alcançar a primeira colocação nos chamados “trending topics” do Twitter Brasil, o que significa que o assunto esteve entre os mais comentados no microblog. Durante a maior parte do bate-papo, que durou pouco mais de uma hora e meia, o evento esteve entre os três temas de maior repercussão no Twitter.
A transmissão alcançou picos de quase 300 internautas assistindo simultaneamente o bate-papo, maior recorde registrado, segundo os organizadores do Na Varanda. O volume de perguntas recebidas foi tão grande que tornou difícil o atendimento a todos os questionamentos dos internautas.
Além das perguntas de caráter mais técnico, os internautas também aproveitaram para comentar situações inesperadas, que normalmente não ocorrem em entrevistas ao vivo. Cachorro latindo na rua, helicóptero sobrevoando a área e caminhão de mudanças chegando ao prédio: situações do cotidiano que foram percebidas durante a transmissão e deram origem a comentários bem humorados de internautas.
“Fantástica experiência esse Na Varanda”, publicou o ministro Paulo Bernardo em seu perfil pessoal no Twitter, logo após o bate-papo, parabenizando a equipe responsável pelo programa. O ministro também se colocou à disposição para participar da entrevista em outras ocasiões.
O ministro falou de temas como Plano Nacional de Banda Larga, regulação da mídia, propriedade cruzada e tablets. Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Propriedade cruzada: interesses explicitados
Como sempre, Venício de Lima faz uma análise lúcida e clara. Desta vez discute propriedade cruzada e convergência sem o interesseiro viés do Grupo RBS. Publicado em Carta Maior.
Acho que seria interessante uma boa discussão sobre o tema para entendemos porque ainda hoje é necessário impedir a propriedade cruzada.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Conferência sobre jornalismo e mídias sociais
AO VIVO: Jornalismo e mídias sociais - 20h
Boa repercussão da conferência de hoje
As mídias sociais abrem um novo leque em que interesses específicos podem ser partilhados, sem atrapalhar os que não querem saber do assunto. No entanto, há sempre a possiblidade de que haja uma ligação entre as mídias clássicas e as novas. O caso recente do Egito e, ontem, o novo Fora Sarney, são exemplos disso. O que é de interesse geral também invade a rede.
Durante a campanha eleitoral, o comitê de Dilma identificou que os picos de citação da candidata (positiva e negativamente) se dava nos horários do Jornal Nacional e do Jornal da Globo. Ou seja, a mídia clássica pauta a nova e vice-versa. Entender como esse fenômeno se dá é um desafio para aqueles que devem compreender e retratar a realidade a cada dia, a cada instante, nós, os jornalistas.
*
Em tempo, a conferência será hoje(2/2) às 20h aqui neste blog. Você poderá interagir comigo via chat ou redes sociais.
É uma realização do curso de especialização em Jornalismo Multimídia da Unimep.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Conferência na web debate jornalismo e mídias sociais
O professor pretende discutir com os internautas como as mídias sociais impactam na produção e na leitura de notícias e também no modelo de negócios das empresas jornalísticas. O crescimento das redes sociais na internet têm provocado mudanças dentro das redações e que devem se intensificar ainda mais nos próximos anos.
A conferência poderá ser assistida neste blog ou diretamente na página do Ustream.
Perfil: Wanderley Garcia é professor da Faculdade de Comunicação da Unimep. Jornalista, tem mestrado em Ciência da Informação pela Puc-Campinas. Coordena o curso de Jornalismo Multimídia, que está com inscrições abertas até 11/02.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Internet ultrapassa TV nos Estados Unidos
22/01/2011
La Nacion
Lo mismo sucede en Europa y en China; entanto, en América latina el fenómeno es inverso
El consumo de Internet desplazó a la televisión y demás medios convencionales en Estados Unidos, Europa y China, según los resultados de un estudio de Digital Life realizado entre 50.000 usuarios de 46 países, informó la agencia EFE.
Por el contrario, ese documento reflejó que la televisión sigue siendo el medio predominante en América latina, Asia, Medio Oriente y Africa, mientras que en la India el periódico de papel es el más utilizado, más aún que la televisión, la radio e Internet.
Del total de consumidores entrevistados, de 16 a 60 años, el 61 por ciento señaló que accede diariamente a Internet, el 54 por ciento consume televisión todos los días, el 36 por ciento escucha la radio y el 32 por ciento lee los periódicos todos los días.
Según Jordi Ferrer, responsable del estudio, la explicación sobre la preferencia de Internet en los países más desarrollados se debe a que "el medio digital responde a más necesidades que cualquier otro".
El informe, que analiza las actividades e intereses de los consumidores en Internet, revela que los usuarios dedican más tiempo a las redes sociales que al correo electrónico y a las páginas web o de noticias.
Respecto de las redes sociales, el informe muestra que la media de amigos por usuario es de 120, aunque en América latina se llega hasta los 200, siendo los brasileños los que más amigos tienen: 231.
En el caso de productos comerciales, el estudio sostiene que en las redes sociales hay un promedio de cuatro marcas incluidas como amigos.
Digital Life completa el retrato del consumidor digital con seis perfiles diferentes: los "influyentes", los "comunicadores", los "buscadores de conocimiento", los "aspirantes", los "funcionales" y los "conectados a redes".
Un 23 por ciento se reconoce como "influyente", es decir, aquellos que participan y actúan en redes sociales, escriben en blogs y consideran que la Web es una parte integral de su vida.
Ferrer aseguró que este perfil se concentra en los países "recién llegados a Internet" como la India o los países de Medio Oriente.
Dos de cada diez internautas dicen ser "comunicadores", usuarios activos en las redes sociales; un 17 por ciento siente que pertenece al perfil de "buscador de conocimiento", aquel que usa la Web para informarse, y un 15 por ciento es "aspirante", ya que desea tener un espacio propio en Internet.
Por último, un 13 por ciento de los usuarios dicen ser "funcionales", ya que sólo usan la Web como herramienta útil, y un 12 por ciento se encuadra en "conectados a redes": es decir, Internet los ayuda a crear y mantener relaciones.